Empresária baiana foi assediada por Perlla para gerar conteúdos adultos e revela “esquema”; ex afirma que cantora vende nudes

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Nos últimos dias, Perlla se viu no meio de uma polêmica, ao ser acusada de trabalhar com pornografia em um aplicativo sexual. Em contato com Leo Dias, ela negou que o aplicativo utilizado tenha objetivo sexual e que teria mais de 180 pessoas trabalhando em sua agência. Uma dessas “agenciadas” poderia ser a empresária baiana Suelen de Paula, que foi assediada diretamente pela cantora, mas negou fazer parte do tal agenciamento.

Em entrevista à reportagem do BNews, Suelen contou todos os detalhes de como recebeu a proposta. “O que aconteceu foi que a Perlla no dia 2 de julho me mandou uma mensagem pelo Instagram com uma proposta de trabalho, e pediu para entrar em contato com um número de um WhatsApp, e falar com Jô para saber detalhes do assunto.  Visualizei a mensagem, primeiro achei estranho pelo fato de não a conhecer, mas como eu já trabalhei com dança, achei que poderia ser algo do tipo. Então quando chamei no número pedido, já pedem uma confirmação de que a proposta foi feita por ela mesmo (Perlla ) mandei o print, e depois disso recebi todos os detalhes sobre a proposta”, explica.Os detalhes sinalizados pela empresária trata-se de uma descrição completa de metas, valores a receber, carga horária, formas de pagamento e até dicas de como melhorar a pontuação, que seria envio de fotos privadas, vídeo privado, um show e ligações por vídeo, que ajudariam a alcançar até 10 mil dólares mensais. Além disso, um manual com o passo a passo de como se cadastrar no aplicativo e utilizá-lo também é enviado às candidatas.

No caso da baiana, a agenciadora de prenome Jô, ainda enviou um áudio descrevendo o aplicativo como “lives de um para um” e que as “modelos” poderiam até escolher com quem faria as lives. “O aplicativo é dividido por países, então você pode fazer o país que você quer fazer. Fica a seu critério, não precisa fazer com brasileiro”, destaca.

Questionada pela reportagem se desconfia ser um aplicativo com teor erótico, Suelen foi enfática. “Eu não suspeito, se trata de um app erótico no qual eu poderia fazer todo tipo de exposição sexual, pois os lucros viriam a depender do que eu fizesse, podendo chegar a ganhar até 10 mil dólares. E nesse meio de evento, e dança, eu nunca vi pagarem para uma pessoa um valor tão exorbitante assim. Foi aí que eu achei um absurdo esse convite, até porque o meu perfil é completamente aberto, eu sou casada, tenho filha, e tenho fotos da minha família em minha página. Não estou acusando ela de nada, porém me questiono sobre isso, que como eu disse, não a conheço e nunca tive nenhum tipo de vínculo”.

“Imagina  uma proposta dessa sendo feita para uma menina que não tem perspectiva nenhuma de vida ainda, nova, mas que precisa de dinheiro ou até mesmo ajudar seus familiares, no meio de uma pandemia dessa, aceita um trabalho desse, e de repente sei lá quando, tem suas fotos ou vídeos vazados por aí, mesmo que seja só com pessoas de outros países. Ou até mesmo, acabou-se um futuro, por uma proposta inconsequente, feita sem cuidado, atenção, e com certeza irresponsabilidade. Óbvio que não fui a primeira, e não serei a última, mas até onde vai tudo isso? Eu como mãe, não gostaria sequer de ver minha filha em uma situação dessa. Deixando claro que não tenho nada contra quem faça, mas acho que deveria existir uma forma melhor de selecionar suas respectivas “funcionárias””, desabafa Suelen.

“Sou casada, sou mãe e tenho o maior cuidado com isso. Por isso fiquei muito chateada. Hoje as pessoas não tem mais limite, não respeitam, invadem a vida do próximo sem ter a preocupação com as consequências. Enfim, minha indignação é por ela querer me rotular com o que ela busca, não me conhece e me faz uma proposta dessa, como assim? Um absurdo! Trabalho desde os meus 16 anos de idade, hoje sou empresária, mãe de família e me considero uma grande mulher”, conclui a empresária.

A reportagem do BNews tentou contato com a assessoria de imprensa da cantora Perlla, mas as ligações foram direcionadas para caixa postal. O BNews também procurou as duas pessoas, de prenomes Jo e Raviny, através dos contatos que aparecem na proposta enviada por Perlla para empresária baiana. Ao se identificar, o repórter não teve mais retorno das mensagens e as ligações não foram atendidas.

Ex-marido de Perlla afirma que cantora vende nudes

Cássio Castilho decidiu falar o motivo pelo qual se separou da funkeira pela segunda vez. Segundo ele, a cantora estaria vendendo nudes em um aplicativo de lives monetizadas chamado Bigo, no qual os dois trabalhavam como sócios, após montarem uma agência que recrutava mulheres para criar conteúdos de entretenimento ao vivo na plataforma.

Em entrevista ao  youtuber Bruno de Simone, o músico deu detalhes do caso. “Comecei a perceber algumas atitudes dela (Perlla) estranhas dentro de casa. Comecei a ver que eu chegava perto dela e ela baixava a luz do WhatsApp, ficava do lado de fora 20 minutos no telefone e ela não suporta ligação. Comecei a ver que os ganhos dela fazendo live aumentavam cada vez mais. Lembrei que, quando ela fazia live pelo telefone, abria o WhatsApp pelo Ipad. E foi aí que eu peguei o Ipad dela e descobri que ela estava negociando com um cara. O print termina assim: ‘tá ok, meu bem. Não faço isso nem dentro de casa, tá? Olha a moral que eu tô te dando. Então faz o pagamento aí que eu abro live só pra você’”, conta.

O músico ainda explicou que a finalidade do aplicativo não é essa e que a venda de nudes é o ‘lado obscuro’ do app. “Como todo trabalho, tem o caminho curto, que você pode conseguir uma graninha a mais e chegar mais rápido. Esse trabalho é assim: o suporte (usuários do app) chama as meninas no direct e diz para as meninas assim: ‘olha, eu te dou tanto pra você me mandar os seus seios. Tem outros que pedem a foto da parte de baixo ou vídeo da menina se masturbando. Esse é o caminho obscuro da Bigo. […] E a Bigo não permite isso, porque se eles descobrem, eles cortam. Não pode ter nem decote na live. Isso tudo é um caminho obscuro que tem por trás”, explica.

Ao ser questionado pelo youtuber se ele estaria se referindo ao mesmo que uma ‘prostituição digital’, Cássio foi enfático: “A palavra é forte, mas é isso. Não tem outra palavra pra resumir o que rola ali dentro. A gente sabe quem ganha trabalhando da forma da Bigo e quem ganha por fora. Isso (vender nudes) não podia chegar até mim, porque eu iria ter que despedir. Se eu compactuasse com isso poderia até perder o contrato da minha agência”, conta o empresário, que chegou a lucrar R$ 25 mil por mês com a ex através do aplicativo. “Passou a ser nossa principal fonte de renda”, lembra.

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